quarta-feira, 26 de julho de 2017

Quarta-feira à noite. O que poderemos fazer nós de interessante num dia a meio da semana à noite? Ver a nossa série preferida? Acompanhar os vídeos do nosso youtuber preferido? Ler? Estava eu num desses momentos de relaxamento da mente de tudo o que acontece no mexido dia-a-dia de uma pessoa normal, pois é a esta hora que todos os boatos param de se espalhar, quando já ninguém tem energia suficiente seja para o que for…
Bateram à porta do meu quarto. Vi logo, pelas pancadas na porta, quem era. Abri e espreitei, mandei entrar mas, em vez de aceitar o convite, chamou-me a mim para ir à varanda. Disse para deixar todas as luzes desligadas. Fiquei um pouco pensativa. O que haveria de me querer mostrar numa varanda situada numa rua sem iluminação, onde estava escuro como breu?
Dei um passo em frente, e depois outro e depois outro. E parecia que tinha chegado a um mundo novo, desconhecido por tanta gente. E por mim, até aquele momento. A primeira coisa em que reparei, foi no som dos grilos a cantar, tão afinadinhos, uma música de fundo capaz de acalmar qualquer um. Era tão nítida e tão bela de se ouvir.
Foi nesse momento que me mostrou a outra coisa maravilhosa desse mundo que vivia na escuridão da noite, bem longe de cidades demasiado iluminadas. Apontou para o céu. E aí eu vi. Eu vi montes de pontinhos reluzentes que emitiam a pouca luz que havia, que são extraordinariamente brilhantes aos olhos de quem os vê com olhos de gente. Todos eles tão belos, todos eles com o poder de nos dar o infinito numa simples palavra: estrelas.
Gostava mesmo de ter gravado este momento mas apercebi-me de que aquele mundo que eu descobrira, teria de ficar escondido de todos aqueles que não procuram a beleza do saber viver. Seria um segredo só meu. Aliás, só nosso, e de quem se atrevesse a procurar um momento de simplicidade tão mais belo que todos os minutos requintados do que achamos ser uma bela de um vida.

Vimos a Ursa Maior, procuramos a Ursa menor e até esperámos por estrelas cadentes. Mas ainda bem que elas teimaram em não cair… Eu realmente não sabia o que mais haveria de pedir como desejo, estava tudo tão perfeito e em sintonia, que eu duvido muito que haja algo de melhor espalhado no Mundo e no Universo que isto…

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O valor de um sorriso nunca foi subestimado. Até porque no dia em que isso acontecesse, a pessoa que o fizesse pecaria e com certeza que nunca seria perdoado. Lembro-me de diversas vezes em que sorrisos foram guardados no meu coração. Há uns de que me recordo bem, outros que nem tanto. Porém, há sempre um momento com uma pessoa em que um sorriso foi algo tão valioso para a nossa própria vida, que dá até vontade de eternizar na nossa memória, assim como que colar no cérebro (e no coração) uma recordação que nunca se esquecerá.
E eu, na minha imatura vida, já tive um momento desses, que de imaturo não tem nada, deixa-me que vos diga! Este aconteceu este ano, ainda no início, e parece ter sido ontem. O tempo voa, bolas!
Tenho alguém de especial na minha vida, mesmo especial. Ela é loirinha, tem olhinhos castanhos com um brilho triste, um sorriso que conquista o Mundo, uma personalidade de anjo e um coraçãozinho de ouro. É alta (bem mais alta que eu, apesar de mais nova) e o único defeito que tem é não ter defeitos nenhuns. Costumo passar bastante tempo com ela, quase que faz parte da mobília cá de casa. E num desses tempos ela estava aqui comigo e mexeu muito com o meu coração que, ao pé dela, é negro como a noite.
Ela fazia anos. E eu, como que para agradecer por tudo o que ela fez por mim, quis fazer-lhe uma surpresa, até pelo simples facto de que ela me aclarava um pouco o coração negro que possuo. Pedi para a minha mãe fazer um bolo para lhe cantarmos os parabéns à meia-noite em ponto e fui arranjando desculpas para não dormirmos. E o tempo passou e bem depressa (como passa sempre que estou com ela) e a hora H chegou. Estávamos ambas no meu quarto, quando os meus pais invadem o quarto com um bolo de cenoura com cobertura de chocolate enfeitado com o nome dela e duas velas acesas, que diziam a sua nova idade. E todos começamos a cantar os parabéns!
Era de noite, estava tudo escuro. Mas, de repente, foi como se o Sol tivesse nascido de novo para me iluminar e fazer-me ver a fé de um novo dia. Os seus olhos eram agora risonhos e as suas bochechas rosadas de vergonha deixavam transparecer toda a felicidade de alguém que se sentia parte desta família. Eu não sei dizer mais nada, só que aquele sorriso não só iluminou aquele momento, como também a minha vida toda. E que foi o melhor sorriso que eu vi até hoje!
Obrigada, Menina Mistério, por me encantares com os teus modos e me ensinares sobre a vida como nunca poderia ser ensinada por ninguém! Porque tu fazes tudo valer a pena e porque fazes cada momento, um Mundo mágico onde se viver! Porque te adoro e porque, acima de tudo, tu és muito mais que tudo o que se possa imaginar…


terça-feira, 25 de abril de 2017

Estive a pensar e gostaria que ganhasses um pouco mais de compreensão pelas pessoas e um pouco mais de respeito por aquilo que sentem. Mas depois pensei de novo e apercebi-me de que se calhar é só comigo que isso acontece porque nunca te vi a teres essas atitudes com qualquer outra pessoa.
Fizeste o meu passado. Não fizeste só parte, fizeste-o na sua totalidade. E eu não me arrependo de te ter deixado fazê-lo. Porque fazia parte da minha plenitude e para mim estava correto. E até hoje nunca deixou de estar. Mas tudo o que é bom acaba depressa, é o que dizem. Não foi propriamente depressa que acabou, mas acabou. Não quero entrar em pormenores, acabou e ponto final. Bom, mais ou menos. Para mim aquilo foi apenas uma vírgula ou uns três pontinhos. Ao contrário do que certas pessoas pudessem pensar, não segui propriamente em frente.
Mas posso garantir-lhes, a eles e a ti, de que mudei. E é para te mostrar isso que tanto tenho lutado. Eu aprendi, cresci, quase que me formei nesta universidade do Coração. E quero mostrar-te isso tudo. Quero que te apercebas de que quem mora neste corpo está tão igual como diferente.
Porém, tu não foste como eu, seguiste caminho e quiseste-me de outra forma tão menos carinhosa quanto eu gostaria. Só gostava de que deixasses de prestar atenção em quem te dá atenção agora. Porque sei que só te dão atenção porque estás fisicamente mudado e foste uma novidade para tantas pessoas que nunca te viram assim. Mas eu sei que tu sabes (ou pelo menos devias saber) que há outras pessoas que há já muito tempo que repararam em ti, nomeadamente eu. Reparei nesse teu charme e não foi fisicamente (também mas não só) que era tão mais importante do que qualquer coisa, que era tão mais chamativo que qualquer outra qualidade toda! Eu sempre estive aqui, mas já tive direito à minha sessão. Foi por isso que te disse que queria viver quase tudo de forma igual. Porque quero viver isto tudo com o mesmo sentimento mas com um final mais feliz e mais parecido com os contos de fadas. Mas eu sei que isso não tornará a acontecer...
Então eu só queria dizer isto e deixar que tudo se guarde em mim, para que pelo menos em sonhos eu possa desfrutar disto que sinto mas que tu nem ligas. Sabes, mas nem ligas...


Isto é apenas um desabafo que queria fazer, libertar todo um aperto na garganta que sentia e me incomodava. Isto é o que, um dia, eu gostaria de dizer a alguém especial. Por enquanto, vou deixar aqui...

terça-feira, 18 de abril de 2017

Lembro-me de ser uma criancinha e de pedir inocentemente ao tempo para passar depressa, para que logo pudesse tornar-me mais independente. Pensava eu que a vida seria mais feliz se eu fosse “mais maior”. Talvez porque as brincadeiras de bonecas já não me parecessem o suficiente e ver a Barbie a beijar o Ken já não fosse tão emocionante, talvez porque as histórias das princesas Disney já me parecessem aborrecidas pela quantidade infinita de vezes que as via. Eu queria crescer e tornar-me uma mulherzinha, queria percorrer o Mundo com uma só volta e parecia que o tempo era a chave para a felicidade sem limites.
Bem, antes fosse. Mas não me julguem, somos todos tão inocentes na infância que nem nos apercebemos do que teremos de enfrentar e do que virá com a simples palavra “crescer”. Vêm as responsabilidades, os estudos, as amizades a formarem-se e a desformarem-se, os rapazes que de repente ficam tão giros mas nem reparam em nós, as escolhas do futuro, o ensino secundário, a faculdade… Tudo o que engloba o mundo que nos espera e que nós não temos a mínima noção de como é.
E com a perfeita consciência do pouco que sei sobre a vida, dou por mim a querer que o tempo pare, ou que pelo menos abrande (sim, tal como dizem os finalistas no filme HSM 3). Tudo o que me rodeia neste momento parece olhar para mim e pensar que, se calhar, não aproveitei bem os benefícios da infância enquanto pude. E olho para a frente e só vejo uma grande bolha negra, que me obriga a fazer escolhas e ser mais do que aquilo que eu quero ser com a minha idade. De repente, tudo o que deixo para trás me parece suficiente para ficar retida naquele simpático buraco que já tão bem conheço. Mas serei obrigada a seguir sem olhar para trás, antes que vacile.

Nunca ninguém me preparou para isto, para o que é seguir o caminho certo. Dizem apenas “a escolha é tua”. Não sabem, no entanto, que me sinto sem ar ao dizerem isto. Acho que todos que estão na minha situação ficam. Esta é a escolha que vai fazer com que um bom futuro se construa ou não. E eu tenho medo do simples facto de o tempo apertar comigo para que escolha atempadamente…

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tomo as letras como as da minha vida. Porque este é um sítio onde eu vou ser eu sem limites e onde vou expressar a minha paixão pela escrita. Este blog terá uma única função: escrever sobre os problemas que podem também invadir os pensamentos de tantas outras pessoas. Com certeza que cada uma delas tem a sua maneira de os tornar menos pesados e assustadores… Bom, esta é a minha.
Esta paixão cresceu dentro de mim com o passar dos anos e cada vez mais tenho orgulho em dizer que este é o meu mundo. Tudo que eu sinto, as palavras são capazes de expressar e eu não posso negar que elas me deixam muito mais tranquila. Muitas vezes, dou comigo a pegar no telemóvel e a escrever pequenos textos e frases de que me lembre num momento em que esteja a sós com os meus pensamentos. E sei que eles não se incomodam que o faça, até ficam contentes por me verem a deixá-los menos monstruosos.
E, como que sendo fiel a cada um deles, vou deixar aqui o que eu sinto e o que sou, o que penso. E vou deixar que as palavras mostrem todo o seu poder… Porque já dizia J.K. Rowling: “Words have power”.

Quarta-feira à noite. O que poderemos fazer nós de interessante num dia a meio da semana à noite? Ver a nossa série preferida? Acompanhar o...